Violência contra mulheres: Mulheres mais instruídas sofrem menos violência doméstica

Posted in locais de violência on Junho 3, 2008 by jullianapaula

Um estudo sobre a violência doméstica realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que mulheres com maior grau de instrução e renda própria, no caso do Brasil e países em desenvolvimento, sofrem menos violência doméstica.

De acordo com a pesquisa, as mulheres que têm até o segundo grau de escolaridade normalmente têm renda própria e isso funciona como um protetor contra a violência física e sexual que pode vir do parceiro.
“Pode ser que uma mulher com alto grau de instrução tenha um maior leque de escolha de parceiros e mais habilidade na hora de decidir se quer se casar ou não. Elas também têm maior autonomia e controle dos recursos dentro do casamento”, destaca a pesquisa.

A questão do número de mulheres que sofrem com a violência doméstica (física e sexual) levando em conta o grau de instrução fica mais nítida quando se divide o Brasil na área rural e urbana.

O estudo da OMS destaca que 37% das mulheres que vivem na Zona Rural sofrem violência física e sexual de seus parceiros, enquanto que na cidade, 29% são vítimas.

Das mulheres que vivem na Zona Rural do País, 5% são agredidas por não cumprirem as tarefas domésticas, 10% por desobedecerem ao marido, 30% por infidelidade e 65% porque seus parceiros são agressivos e controladores.

Já nas cidades brasileiras, 80% das mulheres apanham ou são violentadas porque os maridos têm comportamento violento, 10% por infidelidade e cerca de 1% por desobediência ou por não fazerem os trabalhos domésticos.

Outra parte dessa pesquisa mostra que, das mulheres que sofrem agressões físicas, 61% moram em cidades e 65% na Zona Rural. 16% sofrem agressões físicas graves e 12% agressões leves.

No entanto, 31% das mulheres do Brasil rural e 29% que vivem em cidades sofrem tanto a violência física quanto a sexual.

O estudo entrevistou 1.500 mulheres em países como Bangladesh, Brasil, Etiópia, Japão, Namíbia, Peru, Samoa, Sérvia, Tailândia e República Unida da Tanzânia. Destes, a Etiópia lidera o ranking da violência doméstica contra mulheres com 71%, e o Japão é o menos violento com 15%. O Brasil está entre os últimos no ranking.

Em países da União Européia, entre 20 e 25% das mulheres sofrem abuso dos parceiros. Nos Estados Unidos, 25%, apesar de pouquíssimos casos serem levados à polícia.

Confira o ranking dos países com maior índice de violência contra a mulher na zona urbana e rural, segundo a OMS

1º Etiópia (zona rural) – 71%
2º Peru (zona rural) – 69%
3º Bangladesh (zona rural) – 62%
4ºRepública Unida da Tanzânia (zona Rural) – 56%
5º Peru (zona urbana) – 51%
6º Tailândia (zona rural) – 47%
7º Samoa (zona rural) – 46%
8º República Unida da Tanzânia (zona urbana) – 41%
9ºTailândia (zona urbana) – 41%
10º Brasil (zona rural) – 37%
11º Namíbia (zona urbana) – 36%
12º Brasil (zona urbana) – 29%
13º Sérvia e Montenegro (zona urbana) – 24%
14º Japão (zona urbana) – 15%

Fonte: www.terra.com.br

http://www.redepsi.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=3233

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14/10/2006                 

Rossetto diz que governo reduziu violência no campo

Posted in levantamento da violência on Junho 3, 2008 by jullianapaula

Na avaliação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, as medidas do governo federal para reduzir a violência na zona rural estão dando bons resultados. De acordo com o ministro Miguel Rossetto, uma indicação do acerto da política governamental é a queda nos números de mortes em decorrência de conflitos agrários. O levantamento da Ouvidoria Agrária Nacional divulgado ontem indica que até novembro deste ano foram constatadas 16 mortes. É um número significativamente menor que o do ano passado, quando chegaram a 42.

Segundo Rossetto, o plano de combate à violência no campo, com a participação de diferentes ministérios, reduziu o ambiente de impunidade. Ele citou como exemplo da eficiência dos órgãos públicos a rapidez na investigação e prisão dos envolvidos na chacina de Felisburgo, em Minas Gerais, no mês passado. “O Ministério Público e a Secretaria de Segurança de Minas atuaram em conjunto e de modo eficiente”, disse o ministro.

Entre outras iniciativas do Estado para combater a violência e a impunidade, Rossetto lembrou a organização de várias agrárias em diferentes regiões do País e o surgimento de áreas especializadas nos ministérios públicos estaduais. “Com iniciativas como essas, que qualificam as instituições do Estado, o que se prevê é uma redução ainda maior da violência em 2005. Não há nada que autorize previsões de aumento da violência. O que a experiência mostra em relação a essas projeções sobre intranqüilidade no campo é que elas estimulam a violência. Nós estamos trabalhando pela paz no campo.

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

08/12/2004

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Relator da ONU recebe do PEbodycount levantamento de homicídios em Pernambuco

Posted in locais de violência on Junho 3, 2008 by jullianapaula

Em síntese, as estatísticas apresentadas ao enviado da ONU mostram que o Recife e região metropolitana são responsáveis por mais de 50% dos assassinatos registrados em Pernambuco. Os números são referentes à contabilidade realizada pelo PEbodycount, no período de julho a outubro deste ano.

O levantamento do blog pretende nortear as inspeções do representante das Nações Unidas durante sua permanência no Estado. No primeiro dia de visita, Alston foi levado por ONGs ligadas à defesa dos Direitos Humanos a acampamentos de trabalhadores rurais. É fato, porém, que a maioria das execuções em Pernambuco ocorrem em áreas urbanas. Ao fornecer os dados, nossa intenção é evitar que outras distorções como essa cometida pelas ONGs voltem a se repetir. 

Além de colher relatos sobre abusos e crimes de execução, Philip Alston visita o Brasil (Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília) para identificar as causas que podem ter livrado criminosos de punições adequadas. Após concluir o trabalho de campo, Alston apresentará um relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, indicando recomendações.

Abaixo, um resumo dos dados apresentados ao relator da ONU:

Julho 

Recife – 43 homicídios

RMR – 80 homicídios (4 em Zona Rural)

Zona da Mata – 54 homicídios (8 em Zona Rural)

Agreste – 44 homicídios (6 em Zona Rural)

Sertão – 32 homicídios (10 em Zona Rural) 
 

Agosto 

Recife – 65 homicídios

RMR – 72 homicídios (2 em Zona Rural)

Zona da Mata – 43 homicídios (11 em Zona Rural)

Agreste – 50 homicídios (12 em Zona Rural)

Sertão – 44 homicídios (20 em Zona Rural) 
 

Setembro 

Recife – 44 homicídios

RMR – 65 homicídios (8 em Zona Rural)

Zona da Mata – 30 homicídios (8 em Zona Rural)

Agreste – 38 homicídios (7 em Zona Rural)

Sertão – 27 homicídios (8 em Zona Rural) 
 

TOTAL 

Recife – 209 homicídios

RMR – 299 homicídios (17 em Zona Rural)

Zona da Mata – 162 homicídios (27 em Zona Rural)

Agreste – 162 homicídios (32 em Zona Rural)

Sertão – 142 homicídios (50 em Zona Rural)

FONTE:Rodrigo Carvalho em 11.11.2007

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O fim do êxodo rural?

Posted in exôdo rural on Junho 3, 2008 by jullianapaula

“O emprego de natureza agrícola definha em todo o país, mas a população residente no campo voltou a crescer; ou, pelo menos, parou de cair”

As estatísticas mais recentes do Brasil rural (**) revelam um paradoxo que interessa a toda a sociedade: o emprego de natureza agrícola definha em praticamente todo o país, mas a população residente no campo voltou a crescer; ou, pelo menos, parou de cair. Esses sinais trocados sugerem que a dinâmica agrícola, embora fundamental, já não determina sozinha os rumos da demografia no campo. As políticas públicas dirigidas ao setor, portanto, não podem mais se orientar pelo reducionismo que nivela o rural ao agrícola. A desaceleração do êxodo rural em pleno crepúsculo do emprego agrícola sugere que velhos conceitos não servem mais como baliza para analisar o presente e planejar o futuro. Novas referências — e novas políticas — têm que ser construídas para o século 21. O primeiro passo nessa direção é entender a mensagem embutida nas estatísticas. Alguns dados fundamentais:

A) Entre 1981 e 1992, a população brasileira crescia a taxas de 1,8% ao ano, mas a população do campo, drenada pelo êxodo rural, regredia 0,7% ao ano. O emprego agrícola ainda crescia 0,4%, em média, nesse período.

B) Nos anos 1992 e 1999, o cenário mudou completamente. E de forma inesperada. A população rural deixou de cair, mas o emprego agrícola manteve-se em declínio, ainda que tangencialmente positivo no Nordeste e no Centro-Oeste.

C) Em resumo: entre 1996 e 1999, a população rural passou de 31,6 milhões para 32,6 milhões. Aumentou em praticamente 1 milhão de pessoas em três anos. Um fato inédito desde 1970.

Num certo sentido, as estatísticas parecem dizer que o rural descolou-se do agrícola. O que explica esse novo cenário é o incremento do emprego não-agrícola no campo. Ao mesmo tempo, aumentou a massa de desempregados, inativos e aposentados que mantém residência rural. Se é verdade que ainda persiste algum êxodo, especialmente nas regiões Sul e Nordeste, ele já não tem força para condicionar esse padrão emergente. É perigoso porém alimentar ilusões de que o mercado, por si só, tenha implantado um novo dinamismo sustentável no campo brasileiro. Não é verdade. Os desafios projetados para o futuro embaralham-se em desequilíbrios brutais herdados do passado. Vejamos o porquê:

A) É certo que as ocupações rurais não-agrícolas cresceram de forma vertiginosa nos últimos anos (taxa anual de 6,1% entre 1996 e 1999). Dos 1,5 milhão de ocupações rurais não-agrícolas criados entre 1981 e 1999, 1 milhão surgiram entre 1992 e 1999; mais de 600 mil concentradas nos últimos três anos (de 1996 a 1999). Trata-se portanto de tendência firme e progressiva. Mas insuficiente para resolver o impasse das populações pobres do campo.

B) Sintomática, nesse sentido, é a explosão do desemprego no campo. Ele cresceu à incrível taxa de 15,2% ao ano no período 1996/1999. Ao mesmo tempo, a massa de aposentados expandiu-se em todas as regiões. Em contrapartida, a ocupação de natureza agrícola só avançou pontualmente. Ela passou de 9,6 milhões de pessoas em 1998 para 10,2 milhões de pessoas em 1999. Mas essa variação positiva reflete muito mais particularismos regionais do que uma tendência consistente de futuro. Cerca de 77% das quase 600 mil pessoas a mais ocupadas na agricultura concentravam-se no Nordeste. No ano anterior, boa parte delas encontrava-se integrada em frentes de trabalho (voltadas para a construção civil e a prestação de serviços). Ao retornarem às atividades de origem, ampliaram a taxa de ocupação agrícola.

“Volta ao campo” Um olhar sobre a demografia regional ajuda a entender esse reordenamento do espaço rural ao longo do território. Chama a atenção, por exemplo, que somente a região Sul registre taxas negativas de crescimento da população rural nos anos 90. Em todas as demais áreas — Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste (sem São Paulo) e Sul —, esse indicador foi positivo. Mais que isso, quando tomamos o período mais recente (1996/1999), as taxas são maiores que a média do período anterior (1992/1999). É um sinal claro de que o crescimento populacional acelerou-se em todas as direções do rural brasileiro. O fôlego desse aumento, de qualquer forma, ainda é bastante inferior ao da população total. Significa, portanto, que o êxodo persiste, especialmente nas regiões Sudeste (excluído o estado de São Paulo), Centro-Oeste e Sul. O caso paulista e o do Nordeste revelam uma proximidade bastante estreita dos dois indicadores. O êxodo aqui é apenas residual. Visto isoladamente, São Paulo antecipa o aprofundamento dessa tendência: as taxas de crescimento da população rural em 1996 e 1999 são o dobro da média registrada na demografia estadual. Pode estar ocorrendo, nesse caso, uma espécie de “volta ao campo”, o que não se confunde, todavia, com uma volta à agricultura.

 

FONTE:Fabiano Accorsi

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Motorista tenta estuprar 3 mulheres na zona rural

Posted in locais de violência on Junho 3, 2008 by jullianapaula

 

Dois casos de estupro, registrados em diferentes pontos da zona rural de Limeira mobilizaram a Guarda Municipal, entre a noite de anteontem e tarde de ontem. O mais recente deles, que terminou com a prisão em flagrante do acusado em Americana, por pouco que não teve conseqüências mais graves. Uma das vítimas chegou a ser esfaqueada no braço e mão, ao resistir à violência.

A coragem de D.G.M., 21 anos, moradora do bairro Monte Verde, zona rural de Limeira, evitou que não apenas ela, mas a irmã de 12 anos e uma amiga (A.P.F., 22) fossem estupradas pelo homem com quem haviam apanhado carona pela “estrada da balsa”, uma antigas vicinal que liga Santa Bárbara d´Oeste a Limeira.

D. enfrentou o criminoso, que estava armado com um punhal, enquanto as outras vítimas fugiam. Ela ficou com cortes profundos em uma das mãos e braços, além de uma coronhada na face esquerda. O acusado é o motorista José Roberto Piffer, 47, morador do bairro São Vitor, Americana, que foi preso e autuado em flagrante.

Tudo começou às 16h, quando o motorista ofereceu carona às três jovens, que caminhavam em direção a Limeira. No entanto, ele não parou o Fiat Uno que dirigia no ponto onde deveria, levando-as para um canavial. Agarrou a mais jovem e com punhal na mão, ameaçou matá-la e disse que estupraria as três naquele momento.

Foi então que D. teve a idéia de dizer que aceitavam, se ele guardasse a arma. Ela agiu rápido, tentou domina-la, mas ficou ferida. Sem conseguir o intento, o motorista fugiu. O veículo passou por viatura do pelotão Rural da Guarda Municipal de Limeira, com o subinspetor Márcio e GM De Paula, que faziam patrulhamento.

Mais adiante, ao deparar com as vítimas, os GMs foram informados do ocorrido, transmitindo alerta para a Guarda Municipal de Americana (Gama), que conseguiu interceptar o acusado. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de estupro no plantão policial daquela cidade, pela delegada Sandra Aparecida Santa Rosa.

Padrasto molestava as enteadas

O outro caso de estupro, que apenas na noite de anteontem chegou ao conhecimento da polícia ocorreu de forma sucessiva e tem como acusado um homem identificado até então como “Jair”. Ele teria estuprado a enteada, uma adolescente de 15 anos, e investido diversas vezes contra a outra irmã da vítima, de 13 anos.

Com o registro da ocorrência no plantão policial, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) passou a apurar a denúncia. Vivendo maritalmente com S.R.B., mãe das garotas, o acusado confessou a violência e desapareceu antes da chegada da GM à chácara onde todos moravam no bairro dos Lopes, zona rural de Limeira.

A irmã mais velha afirma ter sido forçada a manter relação com o padrasto por diversas vezes, chegando a perder a virgindade com ele. Tempos depois, no início de setembro, engravidou. O padrasto teria provocado aborto, dando-lhe remédios. Alegava para ela que os medicamentos seriam para dor de cabeça.

O padrasto também teria tentado estuprar a enteada mais nova em duas ocasiões. Numa delas, agarrou-a, bolinou seus seios, mas ela gritou e atraiu a atenção da vizinhança. Em outra, foi agarrada por ele ao sair vestida do banho. Disse ter desferido um chute nos órgãos genitais e conseguiu desvencilhar-se e fugir.

A garota de 15 anos disse aos GMs Braido e Angelo, responsáveis pela apresentação do caso no plantão, ter relatado a violência à sua mãe, inclusive sobre a gravidez. Esta teria achado que o responsável seria um ex-namorado da filha. Ela parecia acreditar, mas não tomava providência, alegando esperar um flagrante certo.

Na noite de anteontem, quando o assunto voltou à tona, Jair confirmou tudo. A mãe das meninas teria passado mal, necessitando ser levada à Santa Casa por unidade de resgate do Corpo de Bombeiros. Um irmão da garota mais nova, que estava no local, acionou a GM. Jair aproveitou a confusão no local para fugir.

Ficou apurado que a mãe das vítimas morava com o acusado há quatro anos. A violência contra a adolescente teria começado em Ibaté, onde a família residia até meados do ano passado, quando mudou-se para Limeira. Jair também teria molestado sexualmente outra filha da companheira, que mora em Americana.

A jovem de 15 anos disse que há um mês, foi submetida à violência pela última vez pelo padrasto. A delegada Andréa Arnosti Pavan, da DDM, instaurou inquérito para apurar as denúncias. Ela requisitou a presença da mãe e das vítimas para oitivas e também espera realização de exames por parte do Instituto Médico Legal.
Fonte: Assis Cavalcante – Gazeta de Limeira

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PUBLICADO EM: 30/01/2008 06:13:05

Exôdo Rural

Posted in exôdo rural on Junho 2, 2008 by jullianapaula

Os agricultores saem do campo para as cidades porque lá tem mais chances de empregos,para poder sustentar sua família.

O Êxodo Rural é um dos maiores responsáveis pelo crescimento desordenado, principalmente dos grandes centros urbanos, onde estes agricultores saem do campo sem ter a menor capacidade de competir no mercado de trabalho, se tornando na maioria das vezes, marginalizados pela sociedade, e conseqüentemente fazendo inchar cada vez mais as periferias.

A Solução para este problema, seria um investimento muito menor para manter os pequenos produtores no campo, já que os problemas sociais e econômicos gerado pelo esvaziamento do campo, gerarão maiores gastos para o Governa e para a sociedade como um todo.

Por: Giovani Marcos Fantin, economista com especialização em agronegócio e produtor rural  Fontes: http://spaces.msn.com/ambienteemfoco/

http://fotolog.terra.com.br/agronegocios  

 

Aumenta violência no campo, diz relatório da Pastoral da Terra

Posted in levantamento da violência on Maio 29, 2008 by jullianapaula

Levantamento registra crescimento das mortes relacionadas a conflitos

no campo, além de elevação do número de fazendas que usam mão-de-obra

escrava. Mas dados também revelam uma redução nas ocupações de terras

em 2005.

 

 

Brasília

- A Comissão Pastoral da Terra divulgou nesta segunda-feira (26) novas

informações sobre a violência no campo no Brasil. O levantamento

registra crescimento das mortes direta ou indiretamente relacionadas a

conflitos no campo, além de elevação do número de fazendas que utilizam

mão-de-obra escrava. No entanto, os dados revelam uma redução nas

ocupações de terras e construção de acampamentos por parte dos

movimentos, o que gerou também uma queda no número de conflitos. De

acordo com a avaliação dos dirigentes da CPT, este processo está ligado

à morosidade do governo em cumprir as metas do Plano Nacional de

Reforma Agrária, o que estaria dificultando a mobilização e desanimando

as pessoas que lutam pelo direito de ter seu pedaço de terra.

Segundo a CPT, foram

registrados 28 assassinatos no campo entre janeiro e agosto deste ano,

um a mais do que no mesmo período em 2004, quando foram contabilizados

27 crimes desta natureza em conflitos rurais. Apesar da estabilidade no

número de homicídios, houve aumento em outras formas de violência e

mortes decorrentes de conflitos agrários. Segundo os dados coletados,

houve 27 tentativas de assassinato, 114 ameaças de morte, duas pessoas

torturadas, 52 agredidas fisicamente, 144 presas e 80 feridas.

Outros dados

registrados pela CPT que atestam o aumento da violência no campo são as

“mortes em conseqüência de conflitos”, caracterizada no documento da

comissão como mortes decorrentes de “omissão de socorro, acidentes ou

por situações de tensão, de ameaças, de impedimento de acesso a

alimentos que provocam abortos, doenças que levam à morte ou inanição”.

Nos oito primeiros meses do ano, 67 pessoas perderam a vida por conta

destes motivos, contra somente 20 no mesmo período de 2004. Os Estados

com maiores ocorrências são Mato Grosso do Sul, com 27 mortes, e Minas

Gerais, 26 mortes. Segundo o documento, esses dois Estados,

principalmente o primeiro, tiveram altos índices deste tipo de morte

por conta da desnutrição e falta de atendimento adequado sofridas por

crianças indígenas.

 

Fonte:

Jonas Valente – Carta Maior 26/09/2005

http://www.direitos.org.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=376

 

 

 

O TRABALHO ESCRAVO E A VIOLÊNCIA RURAL TÊM UMA MESMA RAIZ:A IMPUNIDADE.

Posted in Uncategorized on Maio 12, 2008 by jullianapaula

Com a morte da irmã Dorothy o problema da violência rural no Brasil atingiu uma repercussão internacional, mas é bom lembrar que na mesma semana em que foi assassinada Dorothy nós perdemos dois dirigentes sindicais da CONTAG nessa zona, e outros dois trabalhadores rurais que também foram assassinados. E isto vem acontecendo desde faz muitos anos, são dezenas e dezenas de mortos nos últimos anos. Ainda pior: existe uma lista de condenados a morte que a integram muitos dirigentes camponeses e líderes locais que se opõem a esses interesses. Isto tem saído a público, o Congresso Nacional e o Poder Executivo tem se interessado pelo problema e se tem feito iniciativas concretas, mas pensamos que se deve aprofundar este esforço.

Em primeiro lugar, há que acabar com a impunidade que é um grande estímulo à violência rural. Os fazendeiros, latifundiários e madeireiros assassinos e seus mercenários devem ser julgados e condenados, e ao mesmo tempo há que resolver o problema de propriedade da terra há que fazer uma reforma agrária e discutir um modelo de desenvolvimento. O governo colocou no Estado de Pará uma força militar considerável para impedir esta violência impune, e esperamos que isto continue até que se resolvam os problemas de fundo que é a regularização das propriedades no Brasil e especialmente na região Norte.

 

FONTE: Alberto Broch

        13 de abril de 2005

 

Hello world!

Posted in Uncategorized on Abril 24, 2008 by jullianapaula

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